No teatro: a megera punk
A Megera Domada, de Shakespeare, é uma das minhas histórias favoritas. Primero porque gosto de Shakespeare. Depois, porque casais que brigam me lembram pessoas queridas. Lá fui eu, pro Teatro Sérgio Cardoso, conferir a montagem que comemora os 30 anos do grupo Ornitorrinco. Inacreditavelmente quase não tinha mais lugares disponíveis. Fui sentar lá atrás, na fileira U, de onde é possível ter uma visão mais geral do palco, observar as movimentações, enfim.
Cartaz da peça, feito pelo Angeli.
O espetáculo, em cartaz até 31/8, é bem produzido. Engraçado também, bem ao estilo do diretor, o Cacá Rosset. Mas eu esperava mais. Os atores são ótimos, não há o que discutir nesse aspecto. Christiane Tricerri faz a Catarina mais punk de todos os tempos. Mas eu não suporto a platéia: gente conversando o tempo todo, celular tocando... o fim. E tem o povo que bate palma em qualquer música. Voltando à peça, senti q ela perdeu o ritmo do meio pro final. A história ficou mal resolvida. Será que só eu fiquei com uma lacuna do tipo: como assim? Também acho que as mulheres sem roupa são desnecessárias. Não fazem a menor diferença no enredo. São pura alegoria, bem como o sambinha presente no espetáculo (apenas pra lembrar que estamos no Brasil). Além disso, um ego menor deixaria as coisas mais naturais.
Escrito por MM às 15h44
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