Beesha Pheena


Chiliquinho

Eu tô cansada desse hype de mentira. Dessa afetação. Essa necessidade de ser o mais moderno, o mais cool, o mais mais, mesmo que beire o ridículo.
Músicas descartáveis, pseudo-bandas descartáveis, ídolos que duram uma semana. A novidade do mês passado já datou. Imediatismo absurdo.
O que importa é o que é bom, de verdade. E o que é bom, fica. Permanece, marca.
Enfim, danem-se as fashion victims. Que copiam looks, expressões, gostos e personalidades.
Viva a autenticidade - coisa mais rara hoje em dia.
Loosho é ser quem você é. Se vão te olhar torto na buátchi da modinha, foda-se.
Vai pra casa, chama uns amigos, põe os Beatles na vitrolinha, e seja feliz.

Hype é isso aqui ó: http://br.youtube.com/watch?v=hKkkZQbAL3w



Escrito por MM às 12h02
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Review Xpress - Planeta Terra 2008

A Villa dos Galpões tava bem mais cheia do que no ano passado. E com gente mais variada, de diferentes estilos (modernosos, indies sujinhos, patricinhas, marmotas, fãs do Offspring e gente perdida). A estrutura era a mesma, com cerveja a 4 reais.

Dependendo do que você consome, a percepção dos shows muda. Animal Collective achei um saco e fugi. Cheguei no main stage e a Mallu tava no minuto final da última música. Depois começou a coisa de andar pelo festival, migrando de palco em palco, e rindo de tudo e todos.

O único show que vi inteiro foi o do Foals. Eu não conhecia e nem estava muito curiosa, pra falar a verdade. Mas fui surpreendida por um show bom, cheio de energia e músicos com vontade. O som é piração com influência direta de The Cure. E a primeira coisa que o vocal disse para o público foi "maconha". Recado dado. Os filhotes do Robert Smith mandaram muito bem e ganharam mais uma admiradora.

Perdi o show do Jesus e vi duas músicas do Offspring. Achei chato, um cover deles mesmos, sei lá. Não deu. Vi apenas uma música do Breeders (o suficiente para ver o sorriso onipresente da Kim Deal e perceber que seu microfone tava ruim - uma pena). Me arrependi depois, lógico. Mas vamos combinar, aquele indie stage tava uma suvaqueira danada. E eu precisava ficar ao ar livre.

O Bloc Party me decepcionou. Show morno, miado. O som tava muito, muito baixo. Ok que eu peguei birrinha dos caras (e parece que não foi só eu, o público tava bem desanimado também). Whatever... Então, corri pra ver o Felix Da Housecat. Foda. O cara é bom e apela pra hits (como Prodigy) pra esquentar a galere. O dj set que eu esperava há tempos - e que depois parecia que tinha perdido o fôlego. E a tenda" eletrônica teve o som prejudicado pelas telhas que cobriam o local (com as batidas reverberando; dava a impressão que tinha gente marchando no teto) e telões bregas que ficavam mostrando imagens do povo dançando (coisa cafona).

Mas, logo saí pra dar uma espiada no Kaiser Chiefs. Tava legalzinho. a banda é competente e o vocal é esforçado. Agradou os fãs com um show bom. Como eu estava em outra vibe, acabei voltando pro Felix (já bem vazio). O cansaço bateu e preferi sentar na grama, debaixo de uma árvore. Meu cabelo já não me pertencia mais e minha make tava derretida (mais que meu cérebro).

Ao chegar em casa, o alívio sem comparação de tirar os tênis e tomar um banho. Valeu a pena? Até que sim, mas eu esperava mais.

(Depois eu coloco fotos)


Escrito por MM às 11h42
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Rrrrrrrrrock!

Li na Rolling Stone que Gabriel Thomaz queria que o Autoramas estourasse. Sinceramente, não acho necessário. Mainstream é coisa pra NX Zero. E o Autoramas é banda grande, sim.

Fui conferir o show deles no CB no último sábado. Já gostava da banda há algum tempo e sabia que o show seria bom. Mas não foi bom. Foi ótimo! Muito melhor do que eu esperava.

O som tava redondinho (ou foi a vodca que subiu bem) e os fãs de carteirinha do power trio marcaram presença no melhor bar de rock de São Paulo. Que estava lotado, bien sur.

Peraí, power trio? Sim, porque no palco, Gabriel, Bacalhau e a baixista-arraso Flávia ocupam o espaço todo. Nos Autoramas não precisa de teclado, metais, firulas, nem de mais nada. Os três bastam para fazer um puta show.

A apresentação é longa e dinâmica, recheada de hits (como "Mundo moderno", "Você sabe", "Nada a ver" e a baladinha-fofa "300 km") e movimentos coreografados dos três - que caracterizam o espírito divertido da coisa. Adorei a releitura de "1, 2, 3, 4", do Little Quail, e os covers de Erasmo Carlos e Neuzinha Brizola ("Mintchura", lembra?).

Os três integrantes são muito simpáticos e Flávia toca muito! Não tem como ficar parado. É mais do que surf music (com influência jovem guarda) de alta qualidade. É rrrrrrrrrock puro. Coisa fina.


Não consigo postar fotos agora (porque estou num mac).

Escrito por MM às 12h32
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Review X-press: Skol Beats 2008

Quase desisti de ir, porque passei mal, muito mal antes das nove horas. Mas ok, mais ou menos recuperada, fui pro Anhembi. De carro, assim poderia voltar se precisasse.
Cheguei lá e tava o Montage se jogando no palco. Não entendi nada e o evento tava meio vazio. MixHell pesado e em alguns momentos achei que tinha batidas demais, mas foi bom.
Justice me deu medo. Pesadão mesmo, intenso e rápido. Sobrevivi. Esperava algo mais animado, mas o Justice é isso. (Poderia ser melhor? Sim. Eu ainda não estava 100%) E não, não é melhor que Daft Punk. Aliás, nada bate o Daft Punk ao vivo. E ponto.

Com a companhia indispensável dos meus amigos, fugimos do Marky (drum and bass não dá, sorry) e ficamos meio sem rumo de uma tenda pra outra. Eu já tava desanimada quando aconteceu uma mágica e tudo se transformou. Hahhahah. Enfim, logo melhorei muito, tudo ficou lindo - e foi só alegria até as 6 da manhã.
Renato Cohen arrasou na tenda Terra.

De volta ao live stage, o Digitalism me surpreendeu muito, foi incrível!

O evento foi legal, a decoração das tendas e do live stage tava ótima, preços justos (água ou cerveja a 3 reais). Tinha até papel nos banheiros! Uma coisa chata era a distância da tenda Skol, muito longe das outras (um saco atravessar o sambódromo).

Verdade que depois do Digitalism a gente fugiu do Armin van Buuren (trance chato) e não achamos mais nada legal nas tendas. Então, a manhã gelada de domingo deu as caras e decidimos ir embora.

Agora vendo os vídeos no YouTube, percebo que não lembro de algumas coisas. Mas valeu, foi meu sétimo SkolBitches. O do ano passado tinha mais gente bonita e o som tava melhor (não ficava reverberando - como sempre acontece no Anhembi).

O que fica hoje é o sono e a dor nos joelhos, hahahaha.

Pro ano que vem, por favor, desencanem de drum and bass (sooo last decade, bleh) e dessa coisa de "escolha as atrações e bla bla". Misturou demais os estilos nesta edição, tava estranho. Um line up mais linear seria melhor.


Escrito por MM às 15h59
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